Será certamente interessante iniciar as nossas "Memórias com história(s)" pelos factos que nos fazem hoje ser Sindicalistas e Solidários, percursos da nossa história nem sempre lineares mas certamente interessantes e dignos de reflexão.
Remontemos às origens do movimento operário e à situação económica portuguesa à época numa tentativa de contextualização:
Historicamente, a existência de movimento operário está ligada à existência de proletariado e este ganha mais peso com um avançado estado de industrialização, não será pois de estranhar que tenha sido nos países mais industrializados que o movimento operário tenha ganho maior expressão.
E em Portugal?
A industrialização em Portugal foi tardia, com uma enorme dependência económica de Inglaterra em boa parte devida ao Tratado de Methuen de 1703[1], que viria a impedir qualquer tentativa séria de arranque industrial, dado o estrangulamento económico que os ingleses nos impunham ao inundarem o nosso mercado com os seus produtos, em particular, os têxteis. Situação económica, essa, que se agravou quando a coroa portuguesa decidiu pôr fim ao monopólio sobre os portos brasileiros e abri-los aos ingleses.
[1] " Pelos seus termos, os portugueses se comprometiam a consumir os têxteis britânicos e, em contrapartida, os britânicos, os vinhos de Portugal." http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Methuen#cite_note-0
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